No post de hoje, vamos falar de acessibilidade. Mas antes de começarmos a explicar sobre a importância do tema no varejo, traremos para vocês alguns dados que comprovam que investir em acessibilidade, além de ser obrigatório por uma legislação vigente, é um ato de civilidade.

Uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2015, identificou que cerca de 25% da população brasileira possui alguma deficiência, ou seja, 45 milhões de pessoas. Quando falamos dos idosos, o percentual é de 14,3%.

Com esses números, dá para entender a importância de fidelizar esse público consumidor. Devemos lembrar que a acessibilidade atende a demandas não somente de deficientes e idosos, mas também de gestantes e pessoas que sofrem com a obesidade.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência, criado através da Lei 13.146/2015, assegura a autonomia e a capacidade dos cidadãos para exercerem atos da vida civil em condições de igualdade com os demais.

Outro estudo, esse sobre o hábito de compras de pessoas com algum tipo de deficiência foi, feito pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em 2019, detalhou informações importantes sobre o hábito de consumo desse público, como fatores que levam a consumir, os aspectos que mais prezam em suas compras, as principais barreiras que os impedem de ter uma experiência de compra “muito boa” e a presença do varejo digital no cotidiano da população.

Foram ouvidos 892 consumidores de todo o país e segundo os dados publicados, 72% dos frequentadores de supermercados e 73% dos que vão a shopping centers apreciam a experiência. Números não foram maiores que os de farmácias e drogarias, com 74% de satisfação.

Outra informação importante é a forte presença do varejo virtual na vida de pessoas com alguma deficiência. O estudo mostrou que o computador é o meio mais utilizado para as compras, com 50% do uso, seguido pelos smartphones, 46%, e tablets, 4%.

Aspectos da loja

Agora sim, vamos falar de acessibilidade. Durante a experiência de compras em uma loja física, podemos separar três principais aspectos que devem ser repensados e considerados primordiais para que a acessibilidade deixe de ser apenas algo obrigatório, mas também uma oportunidade de fidelização.

O primeiro aspecto que devemos pensar é na chegada do cliente à loja. Caso tenha estacionamento, procurar manter as vagas destinadas a esse público sempre disponíveis reforçando exclusividade do uso do espaço. Caso não tenha e a entrada seja direto com a rua, verificar se os acessos estão bem feitos, com rampas sem deterioração, portas com abertura larga e corrimãos em bom estado para o uso.

O segundo ponto a se destacar, e o principal, é a experiência durante as compras. Os corredores devem ser espaçados para que um cadeirante, por exemplo, possa transitar sem obstáculos, além dos produtos serem posicionados de forma prática e, quando possível, os nomes e preços de produtos serem disponibilizados em braile para quem tem problemas de visão.

Além da parte física, é importante que os estabelecimentos também invistam no seu material humano, com treinamento para atendimentos preparados para atingir esse grande público.

O terceiro e último ponto, não menos importante, é o momento do checkout. Utilize de sinalizações para informar caixa disponível e preferencial. Os profissionais devem estar sempre preparados para interagir com esse público, de forma respeitosa e com atenção necessária. E oriente os empacotadores a dar prioridade aos clientes com dificuldades.

Lembrando que ajudar a carregar as compras até o carro pode ser um diferencial na experiência e causa uma satisfação extra.

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