Investir na seção de carnes pode ser uma boa saída para quem quer dar aquela incrementada nas vendas do segmento de varejo alimentar. Os açougues dentro de supermercados e hipermercados representam uma fatia expressiva do faturamento bruto e se tratam de uma categoria que motiva os consumidores a consumir produtos de outros departamentos.

Em 2015, o 44º Ranking de Supermercados mostrou que o açougue já era a maior seção no autosserviço alimentar, correspondendo a 13,4% das vendas e à frente de categorias como mercearia de alto giro (12,8%) e hortifrúti (9,3%).

A ideia de o varejista em levar o açougue para dentro da loja pode realmente ser bem lucrativa, no entanto, alguns pontos precisam ser levados em consideração. No quadro Flix Entrevista, o consultor de açougue Adriano Nava dá algumas dicas para que o varejista possa melhorar o ponto e aprimorar o faturamento do negócio.

Nava observa que 80% das compras de açougue são efetuados pelo público feminino. Mesmo muito atarefada e na correria do dia a dia, a mulher faz questão de escolher os alimentos que vão ser consumidos pela família e o supermercado deve oferecer praticidade e qualidade para atrair essa cliente com frequência para dentro da loja.

Se o cliente sabe que naquele determinado ponto de venda encontra tudo o que precisa, especialmente o segmento de perecíveis, vai ser muito mais fácil para ele adotar aquela rotina de consumo. Os açougues auxiliam muito bem nisso e por serem uma categoria de destino nas lojas, ele fideliza o público-alvo.

“Tradicionalmente ele é um gerador de fluxo e tem que ficar no fundo da loja de forma estratégica. Dessa forma, o cliente passa por toda a loja até chegar ao açougue e acaba consumindo outras categorias”, aconselhou.

O investimento em equipamentos e uma estrutura completa e acessível que atenda às exigências técnicas e sanitárias, com câmaras refrigeradas e balcão, também é necessário para se ter sucesso com a seção.

Depois, é o momento de optar pelos melhores fornecedores e que entreguem a carne em ótimas condições para o consumo, na temperatura certa e com segurança para o consumo dos clientes.

“Hoje você tem que se preocupar se a entrega é feita em transporte apropriado que garanta a qualidade da carne. Mas se você for perguntar, a maioria dos lojistas não sabe nem a temperatura em que o produto está chegando nas lojas. Nessa hora, optar pelo preço mais atrativo nem sempre está associado à qualidade”, ponderou Nava.

Para evitar prejuízos ou uma quebra no segmento, a gestão do setor deve ser priorizada por meio de um plano de ação eficiente que vai ajudar o empresário a completar as etapas operacionais e financeiras do açougue. Com ele também será possível, ao longo do processo, identificar eventuais problemas e minimizar as perdas com desossas e embalagens.

A qualificação para profissionais do varejo e que resultarão em um atendimento personalizado é outro diferencial para que o açougue seja a referência no PDV.

Seja um assinante Flix do Varejo e assista à entrevista completa do consultor Adriano Nava em dois vídeos.

[flix_url_shortcode]

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here