O atendimento ao público demanda algumas necessidades que vão além da receptividade e da boa abordagem para as vendas. É preciso estar atento aos clientes que necessitam de atendimento preferencial e resguardar esse direito a eles. Pode ser que filas longas se formem e você mal se dê conta de que está descumprindo com a legislação federal. Ou ainda deixando de fora algum grupo específico, podendo passar até a imagem de desrespeito e preconceito.

A propósito, sua loja conta com a sinalização correta para o atendimento preferencial e sabe que a legislação sofreu alterações incluindo mais uma categoria? Esse atendimento está previsto na lei 10.048/2000 e abrange pessoas com deficiência, idosos, gestantes, lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo.

Acontece que, em 2012, uma nova legislação nomeada com a ativista “Berenice Piana” também passou a estabelecer que as pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) recebam a mesma prioridade no atendimento. A partir de 2018, muitos municípios começam a exigir a colocação de placa de sinalização do atendimento preferencial atualizada com o símbolo do autismo.

Leia também: Calendário promocional: seu planejamento para o ano

Leia também: 7 erros que matam as vendas: soluções para pôr em prática

Agora entenda por que é tão importante seguir à risca a lei:

Seu cliente acima de tudo

A satisfação do cliente com a sua loja e a experiência de compra dele devem estar em primeiro lugar na lista de metas da empresa. Com aqueles que necessitam de atendimento preferencial, principalmente.

O último Censo Demográfico do IBGE mostrou que 45,6 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência, seja ela visual, auditiva, motora ou intelectual. Além disso, o Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas idosas, o que representa 13% da população nacional. Ou seja, esse potencial público consumidor sempre será relevante para as vendas e resguardar o direito dele é premissa básica.

Descumprimento da lei pode gerar prejuízos

O não cumprimento às legislações que tratam do atendimento prioritário pode acarretar penalidades. Mas você não quer dor de cabeça, né? Além de estar submetido a eventuais fiscalizações dos procons municipais e estaduais, o lojista está sujeito a pagamento de multas e poderá até ser alvo de ação judicial ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mediante investigações instauradas pelo Ministério Público.

E mais do que doer no bolso, esse tipo de situação pode colocar em xeque a boa imagem da loja e gerar repercussão negativa para os negócios.

Otimizar atendimento nas filas

Mesmo se a loja for de pequeno porte sempre há um jeitinho de garantir o atendimento para todos, sem deixar o cliente preferencial aguardando demais. O ideal é que se monte duas filas e, ainda que para o mesmo caixa, o funcionário sempre deve se atentar para chamar os prioritários primeiro e depois retomar o atendimento aos clientes da fila principal.

Já quando há mais de um caixa na loja é pertinente dedicar pelo menos um atendimento preferencial. Se não houver preferenciais, o caixa pode atender normalmente os demais clientes e ser desocupado o quanto antes na hora de chegar um cliente prioritário.

E nunca se esqueça, independente de quem seja o cliente, cordialidade no atendimento é sempre essencial para garantir que ele saia satisfeito e retorne à loja!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here