Tudo bem que tem assunto que a gente não gosta de falar, mas de nada adianta fechar os olhos para o problema. Hoje, vamos dar dicas de como sair ou até mesmo reduzir o endividamento da sua empresa. Vamos lá!

Grande parte dos micro, pequenos e médios empresários vem sofrendo os graves impactos que a pandemia do novo coronavírus tem causado na economia brasileira. Mesmo sem abrir ou sem vender como de costume, as contas não param de chegar e as despesas trabalhistas precisam ser cumpridas.

Há ainda aqueles que já vinham enfrentando algum tipo de problema nas finanças da loja e teme o endividamento da empresa. Pois bem. Neste post de hoje vamos ajudar você, varejista, a se organizar financeiramente e diminuir o endividamento.

Para isso, teremos que ir por partes e pensar esse processo em quatro etapas importantes. A primeira é a necessidade de entender de qual natureza é a dívida da loja, em segundo o que causou a inadimplência do estabelecimento, depois conseguir negociar os débitos devidos e, por fim, cortar novos gastos desnecessários.

Quais são as minhas dívidas?

Se faça essa pergunta antes de partir para o próximo passo para entender o porquê de faltarem recursos e como esse endividamento iniciou. Segundo as informações divulgadas pelo Sebrae sobre o assunto, seria possível fazer essa análise a partir de três situações que, geralmente, podem acabar ocasionando as dívidas: investimentos, aumento da atividade da empresa e a necessidade de cobrir fluxos de caixa negativos.

O interessante é planejar os gastos e deixar aquela “margem de segurança” para suprir os imprevistos e contornar as dificuldades quando elas aparecerem. Recorrer a linhas de crédito para driblar a crise financeira da loja pode ser uma boa saída, mas esses financiamentos precisam estar contemplados no planejamento financeiro da loja para não piorar a situação.

Como elas começaram?

O segundo passo é entender o motivo da falta de recursos na empresa. O endividamento ocorreu. Pode ser que essa causa esteja relacionada ao desequilíbrio receitas x despesas, nos prazos de recebimento e no pagamento para os fornecedores ou até mesmo no estoque, uma vez que quando ocorre a má gestão dele os prejuízos financeiros são grandes.

Analise o fluxo de caixa e os últimos pagamentos feitos para conseguir ter uma ideia ampla da gestão financeira da loja. Se houve a aquisição de financiamento e o lojista não consegue efetuar os pagamentos das parcelas, pode ser um evidente sinal para a inadimplência.

O ideal é que se faça um demonstrativo de resultado que reflita a real situação da empresa, comparando o resultado operacional e os valores devidos para o pagamento de financiamentos e outros não operacionais.

Posso renegociar?

Deve! Nessa terceira etapa, após ser constatada a falta de recursos, o varejista tem a opção de tentar renegociar essas dívidas e ganhar um pouco mais de tempo para reorganizar as contas. Procure os credores e tente encontrar um denominador em comum para que os prazos para pagamento sejam maiores, porém sem onerar muito mais com as taxas de juros.

É indicado que se elabore um Plano de Pagamento para a dívida e que possa embasar a eventual negociação junto aos credores. Essa estimativa vai demonstrar as disponibilidades de recursos do lojista diante a dívida que precisa ser quitada. Recorrer a bancos e operadoras financeiras deve ocorrer apenas em casos extremos. Se a dívida for com fornecedores, dialogue e tenta renegociá-las diretamente.

E agora?

Agora é preciso reduzir os gastos e descartar todos aqueles desnecessários para o momento crítico das finanças. Claro que as dívidas renegociadas dão um fôlego a mais para o empreendimento, mas isso não quer dizer que não é preciso cautela.

Mais do que nunca, a loja precisa ser reorganizada financeiramente. Apenas cuidado para não cortar despesas que vão comprometer na qualidade do mix e dos atendimentos da loja. Passe a acompanhar de perto o fluxo diário de caixa e reavalie todos aqueles setores, especialmente a estocagem, para otimizar as vendas e, aos poucos, recuperar a segurança das finanças.

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